Economia Solidária: É o futuro?

O capitalismo, modelo econômico atual que impera em grande parte dos países, foi moldado de acordo com as necessidades e anseios dos grandes proprietários, governantes e também significativa parcela da população. Entretanto, com a chegada de tempos modernos, as falhas que possui o modelo vigente abrem espaço para a formulação de um novo e promissor método de se estabelecer um estilo econômico, batizado de Economia Solidária.

Um termo que cada vez mais será citado nas discussões sobre o tema e que, para alguns, é uma novidade ainda um tanto quanto desconhecida. Será a Economia Solidária o meio para melhorarmos com números significativos questões as quais o capitalismo não teve ou tem a capacidade de suprir?

Definição do termo

Antes de qualquer tipo de suposição ou opinião formulada, é importante entender qual é o mecanismo de funcionamento que está em torno da Economia Solidária. Essa maneira diferente de se pensar em economia prega que a hierarquia pura e simplesmente para determinar voz de comando seja repensada, principalmente em negócios de menor proporção.

Ou seja, os médios e pequenos negócios funcionariam como as chamadas cooperativas, onde todos tem poder de decisão igualitário, conhecimento sobre a situação do empreendimento em todos os aspectos e também participação nos lucros, podendo assim tomar decisões com uma adesão integral daqueles que podem ser chamados de “sócios funcionários”.

Mesmo que em companhias de maior porte exista a necessidade de nomeação de cargos e responsáveis por determinados setores devido a sua natural complexidade e dimensão, esses ainda estão inteiramente ligados ao poder de decisão coletiva, podendo ser removidos desse posto caso suas atitudes e medidas sejam entendidas como visando o benefício individual e não para o todo. Isso eliminaria completamente o conceito atual que prima pelos “superiores” aos seus “empregados”.

Profundidade além dos lucros

Além de pensar na questão de como seria a formatação de um novo modelo de gestão econômico e administrativo, a Economia Solidária tem a intenção também de criar uma reflexão no próprio método de convívio social, tentando mesmo que gradativamente demonstrar a não-necessidade de se enxergar o próximo como um competidor ou pessoa que pode tomar seu espaço no mercado de trabalho, mas sim um suporte para que, em conjunto, ambos possam se beneficiar com a aliança.

Mesmo quando o assunto são outros temas como preservação do meio ambiente, preocupação com questões de ordem pública ou qualquer outro tema de interesse, o objetivo da Economia Solidária é voltado para uma união sólida e determinada a realizar quaisquer mudanças necessárias para que o bem do coletivo seja alcançado, tendo todos igual força de decisão sobre o futuro.

Benefícios da Economia Solidária

– Participação constante da sociedade nas decisões que interessam primordialmente o bem do coletivo por não lidar apenas com o aspecto dos lucros, mas sim de todo tema de interesse social;

– Eliminação da superioridade e comando econômico dos conglomerados e grandes acionistas perante uma massa populacional de grande proporção;

– Diminuição substancial da desigualdade social causada pelo capitalismo tradicional;

– Incentivo ao crescimento como pessoa para todos os seus adeptos, já que as funções dentro de uma companhia podem ser desempenhadas por todos, algo que fará com que você não se limite a uma posição um tanto quando alienada e limitadora.

Conclusão

É um modelo muito parecido com os ideais pregados há muito tempo pelo socialismo, com pequenos ajustes. Pode até mesmo ser a maneira mais saudável de se gerir a economia não só das empresas, mas também um ideal de pensamento coletivo, porém essa profundidade de mudanças exige tempo e muita compreensão daqueles que se disponibilizam a fazê-la. Por isso, é prudente afirmar que a Economia Solidária tem potencial para ser a economia do futuro, mas não de um futuro muito próximo devido a sua complexidade de implementação.

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