Fases do Capitalismo

Nós já escrevemos sobre este tema, mas faltou falar um pouco sobre os tipos de capitalismo. Se você quiser ver as publicações sobre o tema, Irei deixar aqui embaixo.

http://descomplicandoaeconomia.com.br/2014/09/19/capitalismo-e-reflexao/

 

Não é novidade pra ninguém que vivemos em uma sociedade capitalista, assim como não é uma novidade, que uma das principais características do Capitalismo é o acúmulo de lucro.

Aí você deve estar se perguntando: mas o que é este Capitalismo? E nós iremos tirar suas dúvidas sobre este assunto agora. Existem algumas definições para este termo, mas basicamente, Capitalismo é um sistema econômico e social que se fundamenta na acumulação de capital, onde os meios de produção deste lucro (terras, fábricas, máquinas, edifícios) são propriedades privadas.

Nascido no Século XV, juntamente com a Burguesia (Classe Social que surgiu após declínio do Feudalismo), o Capitalismo se fortaleceu na medida em que foram criados novos métodos de produção e de urbanização, transformando-se e evoluindo até chegar aos dias atuais, mas nunca perdendo sua real essência: o lucro.

O Capitalismo é dividido em algumas fases, mas neste artigo iremos abordar três delas: O Capitalismo Comercial; Capitalismo Industrial e o Capitalismo Financeiro.

 

Capitalismo Comercial

capitalismo comercial

É aqui que se inicia este sistema sócio econômico. Apesar de ter sido pensado e elaborado durante os séculos XIII e XIV, na época do Renascimento Comercial, este tipo de capitalismo só teve início mesmo no Século XV, com a criação da burguesia comercial da Europa.

As conquistas de novos territórios através dos mares nos Séculos XV e XVI contribuíram para o desenvolvimento do Capitalismo Comercial. E destas conquistas, os locais onde este capitalismo teve um desenvolvimento maior foram em Gênova e Veneza – na Itália, Inglaterra, Alemanha, França, Países Baixos e Portugal.  Este último nesta mesma época de grandes navegações chegava ao Brasil, com o intuito de colonizar, explorar e confiscar nossas riquezas naturais e utilizando-se de mão-de-obra escrava vindos de colônias da Espanha e de Portugal, mas que tinham origem africana.

A política econômica da época era o Mercantilismo, que tinha como objetivo principal o acúmulo de riquezas como metais precisos (ouro e prata) e o comércio de bens e de escravos, sempre buscando o seu enriquecimento. Neste período, a prioridade eram as exportações e se restringia as importações, buscando assim obter sempre uma balança comercial favorável.

Já no Século XVIII, o Capitalismo Comercial foi perdendo espaço com a chegada da Revolução Industrial, que propiciou o surgimento do Capitalismo Industrial. Neste momento as relações comerciais ainda existiam, mas, a participação das atividades da indústria passou a ter uma relevância cada vez maior.

Capitalismo Industrial

capitalismo industrial

Esta é considerada a segunda fase do Capitalismo. Como dito anteriormente, o Capitalismo Industrial surgiu no Século XVIII, na Inglaterra, com a Primeira Revolução Industrial e se estendeu até o Século XIX, com a chegada da Segunda Revolução Industrial.

Durante este período, as atividades comerciais e principalmente as têxteis eram consideradas grandes fontes de lucro e a renda se encontrava concentração nas mãos dos donos de grandes indústrias – a Burguesia Industrial.

Destaca-se ainda neste período, um aumento nos casos de desigualdade sociais, já que os donos das indústrias pagavam muito mal aos seus operários e estes além de terem poucos direitos trabalhistas, ainda viviam em condições precárias e era comum encontrar nas indústrias a exploração de mão-de-obra infantil.

Houve ainda neste período a invenção e o uso de máquinas à vapor na indústria, o que possibilitou aumentar a produção e diminuir seus custos, passou-se ainda a utilizar carvão como uma fonte de energia e a utilizar o ferro como matéria prima na indústria.  Aconteceu também o êxodo rural, o que fez com que as cidades industriais da Europa começassem a crescer de forma desordenada e deixando ainda mais em evidência os problemas sociais da época.

Além da Europa, o Capitalismo Industrial começou a crescer nos Estados Unidos, França, Alemanha, Bélgica, Holanda e Japão, a partir da segunda metade do Século XIX e no final deste mesmo século, começaram a surgir às primeiras empresas multinacionais, isto graças às alianças feitas entre as indústrias e alguns bancos.

Capitalismo Financeiro

 

capitalismo-financeiro-ou-monopolista-1310996532

Esta fase do Capitalismo teve início entre o final do Século XIX e início do Século XX e se encontra presente entre nós atualmente. Ela tem como uma das suas principais características, condicionar os meios de produção, a fim de se obter lucro dentro do mercado financeiro, através de ações, títulos, produtos financeiros, mercado de câmbio, entre outros.

Até a primeira metade do Século XX, a principal característica do Capitalismo Financeiro foi a grande presença das empresas monopolistas, que eram aquelas que tinham um capital maior e possuíam um controle maior do mercado.

Os bancos se tornaram mais próximos das empresas e passaram a ser seus maiores financiadores e investidores, através de empréstimos e outros investimentos.

E esta integração entre capital da indústria e capital financeiro, contribuiu para que as empresas buscassem obter um lucro superior dentro do mercado financeiro, através da venda de ações e outros produtos bancários. Este fato contribuiu também para o fortalecimento da Bolsa de Valores e do sistema de empréstimos e financiamentos de bens duráveis e não duráveis para as empresas, aumentou as especulações financeiras nos mercados, assim como aumentou significativamente o lucro dos bancos e também fez com que aumentasse a importância e interferência dos bancos nas vidas das pessoas em geral. E não se pode esquecer ainda do surgimento de inúmeras empresas multinacionais.

Desde o seu nascimento até os dias atuais, o Capitalismo Financeiro já teve de lidar com algumas crises muito severas. Entre elas, as que tiveram um impacto maior na economia global foram às crises da Quebra da Bolsa de Valores de Nova York no ano de 1929, a Crise da Dívida Pública da Zona do Euro em 2009, Crise do limite da Dívida dos Estados Unidos em 2011 e a Crise Financeira da Rússia que aconteceu em 2014.

Comentários