O que é Inflação?

Basicamente a inflação pode ser considerada como a desvalorização e a perda do poder de econômico do seu dinheiro. Ela se torna ainda mais evidente, quando há um aumento geral dos preços de produtos e serviços para toda a população de um país, sem distinção entre ricos e pobres.

Basicamente a inflação pode ser considerada como a desvalorização e a perda do poder de econômico do seu dinheiro. Ela se torna ainda mais evidente, quando há um aumento geral dos preços de produtos e serviços para toda a população de um país, sem distinção entre ricos e pobres.

Na prática, esta definição significa que com o passar dos anos, o seu dinheiro está valendo cada vez menos, e não é difícil entender isto. Suponhamos que no ano passado você foi até uma loja, comprou um determinado produto e gastou R$ 100,00. Hoje, você voltou nesta mesma loja, comprar exatamente o mesmo produto e você teve de pagar para leva-lo pra casa a quantia de R$ 106,00. Ou seja, em apenas um ano este produto ficou 6% mais caro, o que representa estes R$ 6,00. Por um lado, parece pouco, mas se este mesmo percentual for embutido no valor de vários outros produtos, no final de uma compra a diferença a ser paga será grande.

Sempre que há um aumento em cadeia dos preços de vários produtos e serviços em um mesmo período, fica claro que seu dinheiro se desvalorizou e que houve um aumento da inflação.

São diversos os fatores que podem explicar o motivo de haver inflação em uma economia e um deles é a chamada lei da oferta e da procura, que nada mais é do que quando a demanda por um determinado produto ou serviço não é suficiente para atender a quantidade de pessoas que querem pagar por ele. Em casos como este, o valor do bem ou serviço acaba aumentando, já que as pessoas não se importam de pagar a mais para tê-lo.

Outro fator que influi para a alta da inflação é a grande quantidade de dinheiro circulante. Este excesso pode ser medido tanto por um descontrole e má gestão de um governo com gastos públicos, que aumenta a quantidade de dinheiro circulando no país, quanto pelo descontrole e consumismo exagerado da população, que rapidamente gasta o que recebe e não se preocupa em poupar ou investir.

O aumento nos custos de produção de um determinado produto, seja ele por causa de aumentos salariais de empregados que superem a produção, aumento do valor pago pela matéria-prima e insumos para a produção, aumento do lucro da empresa devido à baixa ou nenhuma concorrência e também a diminuição na produção industrial, são outros fatores que influenciam na taxa de inflação de um determinado período.

E além destes fatores já citados, a valorização da moeda americana, principalmente em terras brasileiras, faz com que produtos que são comercializados tanto aqui quanto no exterior, sofram um grande e rápido aumento dos preços.

Na vida das pessoas, a inflação é prejudicial principalmente quando o assunto é a distribuição de renda, já que os cidadãos mais pobres e carentes são quem mais sentem seu efeito na economia, pois grande parte de seus rendimentos mensais são destinados para o pagamento de alimentação e transporte.

No âmbito econômico, alguns especialistas dizem que é benéfica uma inflação baixa e controlada para um país, pois isto é um indício de uma economia em crescimento, que incentiva os investimentos e não somente a economia de dinheiro, além de ter uma boa distribuição de renda e conseguir aumentar o consumo e a qualidade de vida dos seus cidadãos. Mas para outros economistas e especialistas, a inflação não acrescenta nada de bom para uma nação, pois ela deixa ainda mais aparente o abismo social existente dentro de um país.

No Brasil, são usados vários índices para medir a inflação, mas os mais conhecidos são o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Ampliado; o IGP-M – Índice Geral dos Preços do Mercado; o IGP-DI – Índice Geral de Preços e o INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor.

Um dos artifícios que os países se utilizam para manter a inflação sobre controle é a chamada taxa básica de juros, a Selic aqui no Brasil. Outros métodos usados pelos governos para controlar a inflação são as negociações de moedas estrangeiras, redução dos gastos da máquina pública e a definição de preços através de decretos Leis, assim como foi feito recentemente no Brasil com relação à volta da cobrança de PIS e Cofins para muitas empresas.

Para muitos especialistas, a melhor forma de se proteger da inflação é aplicar seu dinheiro em investimentos que tenham um rendimento acima da inflação, como por exemplos os CDB’S e a boa e velha caderneta de poupança, que por um lado é um investimento menos rentável, mas por outro, ela ainda é muito segura e não há cobrança de impostos sobre seus rendimentos.

Outra dica importante para que você possa se proteger contra a inflação, é diminuir e evitar compras desnecessárias. Gaste apenas o que for possível e necessário, pois em momentos de indecisão na economia, quem soube poupar antes, consegue ao menos enfrentar melhor períodos de crise.

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