Para quem tem pouco dinheiro Mais tem muito tempo!

O cenário econômico atual do Brasil é capaz de assustar a qualquer brasileiro que acompanhe minimamente as notícias seja na internet, jornais impressos ou mesmo na televisão. Muito em função disso, existem aqueles que já se perguntam o que fazer para tentar salvar suas economias de uma possível mordida mais severa por parte do governo e, ao mesmo tempo, garantir que essa grana retorne lá na frente com um lucro interessante.

Entretanto, mesmo que você tenha pouco dinheiro para se iniciar no mercado de investimentos, porém dispõe de bastante tempo para fazer com que essa aplicação possa render, existem alguns investimentos de longo prazo que se apresentam na medida correta para suas ambições e condições.

Tesouro Direto

Ao invés de fazer apostas mais altas em ações que correm maior risco de variação de acordo com a volatilidade da economia e o momento financeiro da empresa a qual ela pertence, apostar em um investimento envolvendo o Tesouro Direto se mostra como uma opção muito interessante.

Essa iniciativa é muito atrativa principalmente por dois pontos-chave para quem deseja aplicar em um tipo de investimento que permita valorização em um longo espaço de tempo: Baixo custo inicial e possibilidade de “travamento” da rentabilidade.

Existem as mais variadas modalidades de títulos públicos do Tesouro, sendo as mais indicadas principalmente aos investidores que prezam pela segurança de uma renda sem variações o Tesouro Prefixado (LTN) (onde você deixa uma taxa de juros já acertada, sendo ela paga independentemente das variações durante o período de validade) como também o Tesouro IPCA (título que se baseia no lucro de taxamento do Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Fundos de Renda Fixa

Os Fundos de Renda Fixa, como o próprio nome denuncia, são também interessantes para quem desejam investir sem pressa de coletar os ganhos e se baseiam também na valorização de títulos e não de ações, tendo ligeiras diferenças do que foi relatado no Tesouro Direto.

Enquanto o Tesouro Direto se resume a títulos atrelados ao Tesouro Nacional (órgão do governo), os Fundos de Renda Fixa permitem investimentos também em caráter privado, sendo possível até mesmo conseguir aplicar uma determinada quantia em diversas empresas diferentes, maximizando as chances de ganhos maiores pela variação do investimento.

Até mesmo por isso o aconselhável é que, para alguém que está se introduzindo nesse tipo de mercado, é mais adequado adentrar em um Fundo de Investimento, responsável por fazer a administração de aplicar e demonstrar o monitoramento dos lucros e perdas aos seus investidores relacionado aos títulos que foram comprados pelo fundo. Lembrando que cada pessoa que adentra o Fundo tem direito a uma parte do mesmo.

Alerta aos “Poupanceiros”

Com uma economia de cenário em franco crescimento nos últimos anos, colocar o dinheiro na famosa Poupança e esperar os rendimentos com relação aos juros era, com certeza, uma alternativa segura e muito viável de fazer seu dinheiro gerar uma renda interessante. Entretanto, com as variações econômicas que o país vem sofrendo, é importante que, quem ainda não se atentou a isso, passe a prestar mais atenção.

Comparada as outras duas maneiras de investimento citadas, a Poupança não demonstra nenhum atrativo, nem mesmo a sua estabilidade de não estar envolvida em ações de curto prazo ou a não necessidade de administração diária, já que as taxas de administração tanto no Tesouro como nos Fundos de Investimento são pequenas comparadas ao ganho futuro.

Além do que, em termos práticos, a taxa de juros que tem sido praticada com relação ao seu saldo e investimento feito na Poupança é muito pequena, gerando ganhos quase que imperceptíveis mesmo para aqueles que ainda dispõem de um longo período de tempo para fazer o resgate.

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