Previdência Privada: Vale a pena?

Ter tranquilidade no momento de se aposentar é o desejo de qualquer pessoa que se dedicou por tantos anos a enfrentar rotinas estafantes de trabalho, períodos de crise, noite mal dormidas etc. Para isso, nem sempre só o tradicional meio de aposentadoria, com pagamento de quantias mensais no INSS, é possível ou interessante economicamente falando de se participar.

Com isso, algumas pessoas acabam optando por recorrer a Previdência Privada para acumular seus ganhos e ter uma maior liberdade no que se refere a controlar suas economias, se sentindo até mesmo mais seguro com esse tipo de atitude. Mas isso realmente vai garantir que você tenha seus merecidos anos de descanso? É o que veremos a seguir:

Forma de funcionamento

É possível se aderir a Previdência Privada de duas maneiras: Como integrante de uma empresa que ofereça o benefício (Previdência Privada Fechada) ou mesmo através de pessoa física, investindo de maneira independente (Previdência Privada Aberta). Os pagamentos são feitos da mesma maneira que seriam para o INSS, porém com a vantagem de, em período de duração bem menor que na previdência tradicional, já ser possível resgatar alguma quantia.

Ainda dentro desse mecanismo, existem diferenças que levam muito em consideração a taxação ou isenção perante ao IR, bem como sua rentabilidade em se tratando de um investimento a longo prazo:

Plano Tradicional: Um investimento de rentabilidade mais conservador, considerado por consequência como de baixo risco. Tendo a taxa de rendimento normalmente aplicada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), é garantia de renda, porém não tem sua lucratividade totalmente repassada ao beneficiário, podendo chegar ao valor de, no máximo, 85% do lucro obtido retornar ao bolso de quem faz o investimento.

 Fapi: O Fundo de Aposentadoria Programada Individual, por sua vez, é o primeiro das modalidades mais elaboradas da Previdência Privada que possui total repasse de renda, porém ela já não é completamente segura com relação a uma taxação fixa de lucros. Outra característica especial desse modelo é que o usuário é penalizado com o pagamento de IOF caso faça alguma retirada dentro de 12 meses, sendo assim ideal que ele seja considerado unicamente como um investimento de longo prazo.

VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre): Setor da Previdência Privada que é isento de tarifas referentes ao IR durante o pagamento das parcelas, sendo taxado apenas no momento do saque e em 5% a cada depósito, denominada como Taxa de Carregamento. Tendo também sua rentabilidade de acordo com o panorama da economia passada 100% a quem investe, pelo simples fato de não fazer parte da “mordida do leão”, é aconselhada por especialistas a faixa populacional que não atinge a renda mínima para declaração do IR.

PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre): Na Previdência Privada em PGBL, o investimento feito é administrado por uma empresa conhecedora do mercado e, conforme o período combinado, repassa os lucros referente a variação positiva no cenário econômico, sendo taxada tanto na administração como também no “carregamento”. Por ser considerada uma aplicação de ganhos elevados porém de alto risco, normalmente ela é indicada para quem faz a declaração no chamado “Formulário Completo”, ou seja, quem está dentro da faixa salarial que engloba a porção que é obrigada a declarar.

Vantagens e desvantagens da Previdência Privada

 – Chance de investir parte de sua renda atual em um aspecto que pode gerar lucros no futuro, algo impossível de se fazer na Previdência via INSS;

 – Planejamento financeiro a longo prazo com a obrigação de se disciplinar nos gastos, já que a pessoa que não respeita o investimento e faz saques fora de hora é punido com taxas;

 – Pode-se até mesmo abater parte do valor referente a renda bruta como benefício fiscal na declaração do Imposto de Renda em uma porcentagem que chega a 12%;

 – As taxas para manutenção ainda são muito altas, sendo em alguns casos desvantajoso para quem tem intenção de investimentos menores;

 – Se tratando de uma iniciativa privada, existe o risco de, com uma falência ou pedido de concordata da companhia, você perder seus investimentos;

 – Sendo um investimento influenciado também pelo índice de inflação, margens muito altas podem comprometer a chance de alta rentabilidade da sua Previdência Privada.

 Conclusão

Assim como qualquer alternativa financeira de se investir, possui seus prós e contras. Porém, como o mercado atual em um aspecto geral é de grande irregularidade, é mais seguro e prudente colocar a Previdência Privada como um investimento adicional a sua aposentadoria e não como fonte de renda única, evitando assim com que um impacto negativo no sentido econômico afete seu futuro de maneira mais contundente.

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