Renda fixa vale a pena aplicar?

Hoje eu inicio a parte de investimentos no nosso site, em breve iremos começar a falar do tema. Mas para você começar a ter uma ideia que tipo de investimento você quer, iremos falar quais são os tipos de investimentos que tem no mercado. Primeiro tema será Renda Fixa.

Renda Fixa

É o tipo de investimento que possui uma remuneração ou um retorno de capital investido dimensionado no momento da aplicação.

Em outras palavras, o investidor sabe, desde o momento da compra de determinado ativo financeiro, quanto vai receber ao final do prazo, seja em valor nominal (prefixado) ou pela variação de um índice (pós-fixado).

Como seria bom se aquele cofrinho que temos em casa e guardamos nossas valiosas moedas fizesse com que nosso dinheiro se multiplicasse automaticamente. É uma pena que isso só aconteça em nossos sonhos, mas, se você quer ter lucro com seu dinheiro, é preciso que você conheça e aprenda quais as melhores formas de fazê-lo crescer. E aqui você terá uma noção de quais são as principais e mais conhecidas formas de investimentos existentes hoje e assim você poderá escolher qual a mais vantajosa para suas finanças.

Poupança

Vamos começar falando da mais tradicional e conhecida no país, à caderneta de poupança. No ano de 2013, a poupança obteve um alto índice de depósitos, superandos em mais de R$ 60 bilhões de reais os saques.

Mas, no ano passado e até e nestes primeiros meses do ano, um movimento totalmente inverso tem acontecido, já que além deste investimento não estar sendo tão atrativo devido a uma alta na taxa de juros do país, os brasileiros estão se utilizando de suas reservas para manterem suas contas em dia.

Hoje os rendimentos da caderneta de poupança são diretamente influenciados pela taxa Selic, e quanto maior a taxa, menores os rendimentos da poupança. Quando esta taxa de juros está fixada acima de 8,5% a.a, os rendimentos da poupança serão de 6,5% ao ano mais TR. Mas, quando a Selic está fixada abaixo dos 8,5%, a poupança renderá 70% da Taxa Selic mais TR.

E este baixo rendimento que chega a ser em média de 0,5% ao mês, é o que faz com que muitos especialistas nos orientem a não investir na caderneta de poupança. Entretanto, um grande benefício da poupança não se pode ser esquecido, que diferentemente de outras aplicações financeiras, ela é isenta de Imposto de Renda, tornando-a um investimento interessante em alguns poucos casos.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

Outra fonte de investimento muito utilizada é o CDB (Certificado de Depósito Bancário). O CDB pode ser considerado um empréstimo que o correntista ou cliente faz ao banco, onde você é quem define o valor e o tempo que quer seu dinheiro fique depositado (emprestado) naquele banco e a instituição lhe oferece algumas taxas de juros por este investimento por CDI.

CDI – (Certificados de Depósito Interbancário)

 

Este CDI é considerado a taxa de juros que os bancos pagam quando pegam dinheiro emprestado. Ele pode variar de 85% até 118%, de acordo com os prazos fixados, o valor do investimento e também o tamanho do banco, pois quanto menor a instituição, maiores as chances de se conseguir uma taxa de CDI maior e mais vantajosa para seu investimento.

Dependendo é claro das taxas negociadas entre você e seu banco, o CDB poder ser mais rentável que a poupança em até 30%. Mas vale um alerta, caso o banco ofereça um CDB com taxa de CDI abaixo de 82%, a poupança passa a ser mais vantajosa.

Títulos públicos

No caso dos títulos públicos, um exemplo de rendimento prefixado é o retorno da Letra do Tesouro Nacional (LTN). Em 02/02/2012, a LTN 010115 garantia uma rentabilidade de 10,50% a.a. Nesse caso, quem comprou este título nesta data, receberia 10,50% ao ano durante o prazo do investimento.

Nas aplicações pós-fixadas ocorre o inverso, só se conhece o retorno (rentabilidade) da aplicação na data de vencimento e a rentabilidade varia de acordo com as oscilações dos índices utilizados para determiná-la.

Ainda referenciando títulos públicos, um bom exemplo é a Letra Financeira do Tesouro (LFT). O investidor, no momento da compra, sabe que a rentabilidade desse título será definida pela variação da taxa Selic.

Outra possibilidade como fundo de investimento são as LCI (Letras de Crédito Imobiliário), que é um investimento bem semelhante ao CDB, mas com o objetivo principal de financiar os investimentos nos sistemas imobiliários. Resumindo, o dinheiro que você emprestou ao banco será usado por este para financiar um imóvel de outras pessoas.

Assim como acontece na caderneta de poupança, a LCI é isenta de Imposto de Renda, mas seus rendimentos podem ser até 50% superiores à poupança.

Alguns bancos hoje pagam até 101% de CDI para aplicações de LCI com carência (prazo onde você não pode mexer no dinheiro) de dois anos e em aplicações de prazos menores, eles chegam a pagar até 93% do CDI.

E da mesma forma que acontece com o CDB, quanto maior o valor investido e o prazo contratado, maiores serão os percentuais de CDI, assim como quanto menor a instituição financeira, maiores as vantagens de CDI oferecidas por ela.

Um detalhe importante a ser destacado é que a Caderneta de Poupança, CDB e a LCI, são fundos de investimentos protegidos pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito. Este fundo serve como uma garantia aos investidores e correntistas em caso de quebra de alguma instituição financeira.

Esta garantia chega aos R$ 250.000,00 por CPF e em cada uma das instituições financeiras cadastradas no FGC, portanto, caso você possua uma quantia superior a esta em apenas um banco, o ideal é que você divida este valor em outras instituições, para sua própria segurança.

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